quarta-feira, 29 de setembro de 2010

“O Doce Prazer Amargo”


“O
Doce Prazer Amargo”
(Elias Roqueiro)

A necessidade transbordou
Antes  do começo da procura.
E daí: o conhecimento do gosto
Veio à seu desgosto.
*
Que doce prazer,
Que gostoso delírio.
Dormir e acordar faziam parte
Da janela do alarde.
*
E aí que o descuido ocasionou suas bazófias
E então: tudo era diversão,
E após: todos éramos nós
E enfim: no desprezo encontrou-se um fim.

(

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