"Ampulheta de sal"
"I"
Sonhei na manha de mertiolate
e ela disse:
- va p'ro inferno!
E então acordei nesse calor infernal!
meio dia e trinta e sete?
"uma e sete"
Entre as folhas verdes da goiabeira:
a intersecção do lar.
Fumaça entre a devastação da lagarta
Cortei minhas franjas;
Amanheci na noite anterior;
Vi o espetaculo da alvorada.
Pardais cantam: a luz do sol pinta,
"no céu um novo quadro todo dia"
*
Ignore o calendario tradicional
Siga sua própria chance
Acorde no relógio solar!
Não existem datas:
momentos são açucar n'água
II
Passaros da introdução
lingua, óleo: exatidão
serpente, erva e adão
Flutua entre as fases da lua:
Muda tua nua!
escuta
ignora
difame
ame
O demônio exilado no céu:
que da noiva dispensa o véu
....e o vento do norte sussura:
- veste sua ingratidão astuta
se preza: menospreza
III
rã, cano, moto
satá, leviatã, irã
sequestro de ossos
alarme de impostos
sal, mal, sinal
ressaca é falta de sono desidratado!
sábado, 11 de dezembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
"tampa "
abre o liquido
fecha a vida
solta a enclausurada
*
pousa no mosquito
cai pro lixo
aceita acerta concorda
*
metal, ferrugem e lã
vidro, vinil e flamboiã
pode ser embriagar-se ouvindo passaros
pode ser embriagar-se ouvindo passaros
*
do refrigerante
da cerveja
do caixão
do perfume
da báu
da exatidão
*
cerejas, galhas e pavoes
fumaça, alcool e alcatrão
ampulheta do tempo caida no chão
a tampa do vão do clarão da escuridão
de dia perfeita colorida pedra
nicotina grama e asfalto
insonia, estrelas e insetos
tampa de vulcão
preciso fabricar um remedio pro sono
*
preciso fabricar um remedio pro sono
*
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
olreb
(elias)
Os anos 80 foram apenas uma dezena;
novembro não passou do ultimo mês;
alugo traças alérgicas a livros;
compro prendedores sem varal;
vende-se tapetes de teto
tropeça na luz escura;
recebe o diagnostico tardio;
semente plantada no ar;
escadaria rumo ao calabouço dos deuses banidos;
escadaria rumo ao calabouço dos deuses banidos;
veja o javali da mediocridade;
encobre o pulo solto do céu;
abre o cadeado da libertação e la esta: O pernilongo da traição,
em meio agulhas entulhos e pães
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Lendo Paredes
Lendo Paredes
(Elias)
].[
Sangria meu rosto,
Beija minha lastima,
(.)
Escreve na parede
É algo perturbável
).(
Me livre de mim mesmo
Afasta-me de mim
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
)
Na Lua, Na Seca?
(Elias)
I
Fora de controle;
Equilíbrio de domingo;
Arranca tua cara;
Esfrega teu sol;
Empolga tua lua;
II
Alegria de natal;
Silencio de maremoto;
São sussurros num velório!
III
A ave que capturou aquela víbora,
Morta dos céus caiu;
Dentro da fossa do Juremar*
IV
Na água do mar vai se casar;
Escama, brilho e sol do azar.
V
Brilha a lua sua nua;
Espelho e tubarão;
Barba de camarão
.
VI
Essas garrafas os embriagaram!
- Vazias não.
VII
Pérola vazia;
Esconde a agonia,
da Sereia obesa.
VIII
“nada na lua¹!;
seca²?,
nada¹!,
na lua seca²?.”
(Elias)
I
Fora de controle;
Equilíbrio de domingo;
Arranca tua cara;
Esfrega teu sol;
Empolga tua lua;
II
Alegria de natal;
Silencio de maremoto;
São sussurros num velório!
III
A ave que capturou aquela víbora,
Morta dos céus caiu;
Dentro da fossa do Juremar*
IV
Na água do mar vai se casar;
Escama, brilho e sol do azar.
V
Brilha a lua sua nua;
Espelho e tubarão;
Barba de camarão
.
VI
Essas garrafas os embriagaram!
- Vazias não.
VII
Pérola vazia;
Esconde a agonia,
da Sereia obesa.
VIII
“nada na lua¹!;
seca²?,
nada¹!,
na lua seca²?.”
´~'´~'´~'´~'´~'´´'~´'~´'´~'
A Felicidade dos Sapos
A Felicidade dos Sapos
(Elias Roqueiro)
Esperando a chuva
Debaixo da terra
Seu ronco desperta
Na primavera.
#
Batráquio de pele nua
Sem cauda e de corpo obeso.
Anuro
*
A tempestade é sua princesa
Seus besouros são encantadores.
$
Sua saudade é salgada
Mas quando ela chega
Seu gargarejo é maestro.
A Penumbra e o Breu
A Penumbra e o Breu
(Elias Roqueiro)
Maldição dos casais
Trovões na noite sem lua
Corrosão da poeira
*
Pez negro
Substancia análoga,
Artificial.
Cibele e a Roseira Amarela
Cibele e a Roseira Amarela
(Elia Roqueiro)
Toda manha ela grita
Seus cães uivam
E sua mãe sofre de chagas
*
Toda tarde ela chora
Vai embora
E se cala
*
Toda noite ela geme
Ela teme
Ela treme.
“El Chupa-Cabras”
“El Chupa-Cabras”
(Elias Roqueiro)
Uiva p’ra lua apagada
Esfarrapa o bojo da lebre
Persegue carneirinhos fedorentos
Deixa pena nos seus rastros sorrateiros
Absorve o sangue da galinha
Deixa só a cabra no couro.
_____________________________
"El Chupacabras"(Rocker Elías)
Luna P'ra aullidos de
Jirones bulto liebre
Persigue malolientes ovejas
Vamos a piedad sus huellas astuto
Absorbe la sangre de pollo
Por no hablar de la piel de cabra.
Luna P'ra aullidos de
Jirones bulto liebre
Persigue malolientes ovejas
Vamos a piedad sus huellas astuto
Absorbe la sangre de pollo
Por no hablar de la piel de cabra.
28.09.10 00:22
"A Sombra do Abacateiro"
(
"À Sombra no Abacateiro"
(Elias Roqueiro)
Naquelas tardes vazias
Ele era única companhia
E debaixo dele eu ficava
E de sua sombra gozava
Suave frescor
Refugio do calor.
*
Pra estragar minha alegria
Alguém anunciava o fim do dia
E à minha casa me recolhia
Para acordar no outro dia
E começar mais uma tarde vazia.
“O Doce Prazer Amargo”
“O
Doce Prazer Amargo”
(Elias Roqueiro)
A necessidade transbordou
Antes do começo da procura.
E daí: o conhecimento do gosto
Veio à seu desgosto.
*
Que doce prazer,
Que gostoso delírio.
Dormir e acordar faziam parte
Da janela do alarde.
*
E aí que o descuido ocasionou suas bazófias
E então: tudo era diversão,
E após: todos éramos nós
E enfim: no desprezo encontrou-se um fim.
(
Terça-Feira
Terça-Feira
(Elias Roqueiro)
Tem gente com cara de terça
Tem terço que acaba mais cedo
Tem gesso na boca da meia
*
Tem vão que não há que se queria
Tem chão de asfalta e poeira
Tem grão que não cai na sequeira
*
A cerca que tudo cerceia
Acerca da rês que parteja
A seca de lã industrial
Sorriso Amarelo
Sorriso Amarelo
(Elias Roqueiro)
De saúde fraca,
Franzino,
Sofredor de uma rara febre glandular,
Page preferia os estúdios.
Chegou a largar a estrada varias vezes
Graças a freqüentes e irreais desmaios em público
Voltou aos estúdios e à escola de arte.
Mas seu métier era o melhor do mundo na época.
Fez gravações para os Stones,
Para Burt Bacharach²,
E é dele a guitarra na versão de
“whit a little help from my friends” de Joe Cocker.
Teve aulas de harmonia com o melhor guitarrista de jass da Inglaterra
Jonh McLaughlin.
Antes dos 20 anos de idade,
Já dispunha a torto e a direito das afinações modais de guitarra que aprendera viajando à Índia de carona e mochila nas costas.
Assinar:
Postagens (Atom)