quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"tampa "

abre o liquido
fecha a vida
solta a enclausurada
*
pousa no mosquito
cai pro lixo
 aceita acerta concorda
*
metal, ferrugem e lã 
vidro, vinil e flamboiã
pode ser embriagar-se ouvindo passaros
*
do refrigerante
da cerveja
do caixão
do perfume
da báu
da exatidão
*
cerejas, galhas e pavoes
fumaça, alcool e alcatrão
ampulheta do tempo caida no chão
a tampa do vão do clarão da escuridão
de dia perfeita colorida pedra
nicotina grama e asfalto
insonia, estrelas e insetos
tampa de vulcão
preciso fabricar um remedio pro sono
*

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"A Era" (Part I)

A Felicidade Extravasa,
A Tristeza Aperta,
 A beleza Oculta.

O Mistério Se Esconde,
O Incenso Perfuma,
Ao Redor da Espuma.

Da Água Escorre,
Do Ar Respira,
Da Terra Brota.







quarta-feira, 3 de novembro de 2010

olreb
(elias)

Os anos 80 foram apenas uma dezena;
novembro não passou do ultimo mês;
alugo traças alérgicas a livros;
compro prendedores sem varal;
vende-se tapetes de teto
tropeça na luz escura;
recebe  o diagnostico tardio;
semente plantada no ar;
escadaria rumo ao calabouço dos deuses banidos;
veja o javali da mediocridade;
encobre o pulo solto do céu;
abre o cadeado da libertação e la esta: O pernilongo da traição,
em meio agulhas entulhos e pães